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Harmonia

Harmonia transita entre os dois extremos de monotonia e discordância. Combina o caráter de ambos.
Harmonia é como o cinza mediano, que é composto de dois extremos – branco e preto. Se está próximo de um extremo ou de outro, depende do temperamento do artista, as emoções ou idéias a serem expressas, e o objetivo do desenho.

Degas
Desenho mais delicado é harmônico em caráter. Entretanto, harmonia não é requisito de toda boa composição. É considerado desta forma porque a maioria das pessoas civilizadas prefere a harmonia aos extremos da monotonia e discórdia. Contrastes fortes ou discordantes são muito violentos, ou estranhos por seu gosto. Crianças e selvagens, como é esperado, preferem elementos alegres. Suas preferências são demonstradas particularmente na sua escolha de cor.
Degas
Modas e gostos mudam. O que uma geração admira, a outra pode considerar insípida. Por exemplo, nas artes contemporâneas combinações discordantes são usadas, antes consideradas mau gosto ou feias.
Muito da arte moderna são discordantes em caráter; somente as melhores possuem a unidade necessária. Uma forma bela transcende épocas.
Degas

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Sugestão de Site - Smarthistory

http://smarthistory.org/

Site esperto sobre história da arte!

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A cidade e a formação da cidadania

por Elaine Cavalcante Gomes

A cidade e os espaços abertos dentro do contexto urbano, possui vários significados simbólicos importantes, que não só apresenta indícios para percepção e discernimento das relações espaciais da cidade, como também podem ser o veiculador mais importante para a educação voltada para a construção da cidadania. Depositária de fragmentos históricos e simbólicos, é o lugar onde o sentido de cidadania se forma. A capacidade de ver e fruir o espaço da cidade torna o cidadão consciente do seu existir. Ele se vê a si mesmo como protagonista da cena/cenário do cotidiano. Estudos demostram algumas características do uso do espaço público ressaltam que o usuário adota determinadas ações que marcam o seu sentimento em relação ao lugar.
Cena de Persépolis
 Cidade como um livro
A cidade é uma fonte de comunicação que ultrapassa sua conformação dentro do contexto urbano. Ela possui qualidades imanentes que vão além e legitimam sua importância. Possui características de um único objeto, onde o indivíduo e o coletivo se comungam, permitindo dentro do seu espaço existencial a modelização de símbolos que fazem parte do cotidiano dos seus usuários. Cidade, espaço mítico, portadora de símbolos, marco arquitetônico e local de ação, ela congrega o imaginário e o real, a história e a possibilidade de transformação.
Ela carrega o potencial de ser o lugar que pode oferecer mudanças e variedades para as pessoas. Daí, a importância dos espaços urbanos que congregam e dão valores a essa mesma cidade.
A experiência humana, ab nitio, é uma exteriorização contínua. O homem, ao se exteriorizar, constrói o mundo no qual se exterioriza a si mesmo. No processo de exteriorização, projeta na realidade seus próprios significados.

Cena de Persépolis
 Estudos sobre percepção ambiental apontam que o observador, através do seu processo de percepção, extrai um esquema pré-icônico, que seria um espécie de princípio de representação, que vai culminar na materialização da imagem.
Se que o homem se comunica através de formas, volumes, cores, etc., se pode, também, descrever a Arquitetura e os espaços urbanos da cidade como formas de linguagem, visto que transmitem mensagens ( atuam como objetos ) e são passíveis de leitura ( interpretação ).
Todo processo de percepção inclui, portanto, a apreensão da realidade através dos sentidos, cognição, avaliação e conduta. As três primeiras fases têm como produto o indivíduo. Essa conduta em relação ao mundo realimenta a cadeia, num constante processo de feedback.

Cena de Persépolis
 A participação urbana é o resultado da atividade de um conjunto de fatores que revelam a cidade enquanto estrutura de informação e de comunicação. A cidade se molda no constante fluxo das suas representações enquanto desafios perceptivos que, respondidos, levam o morador a interferir sobre  os destinos urbanos,  transformando-o em cidadão na defesa dos interesses coletivos. Na realidade, os desafios perceptivos e suas respostas são vetores da cidadania, enquanto aprendizagem e exercício.
A necessidade de se dar á cidade o papel de transmissora de conhecimentos vem muito com as tendências atuais do Museu  Aberto, Eco Museu e outras manifestações que saem para os espaços abertos, colocando a arquitetura com a responsabilidade de compactuar com a não arquitetura. Isto é, espaços positivos ( arquitetados ) trabalham em sintonia com os espaços negativos ( ruas, praças, etc. ). Não basta mais a forma arquitetônica em si, mas o que ela pode afetar o entorno e como desempenha o seu papel na cidade. Mesmo a forma única deve possuir qualidades que componham com as outras formas adjacentes, muitas vezes homogêneas e desprovidas de valores estéticos ou simbólicos. Tomemos como exemplo as interferências arquitetônicas na vida da cidade, tais como o mobiliário urbano, traçado de ruas, desenhos de praças, jardins, paradas de ônibus, locais de comunicação, arte pública e outras formas que são os elementos básicos com os quais o cidadão constrói o seu imaginário formal e social. Se, após estudos voltados para a forma, passarmos a considerar que as manifestações da cidade devem levar ao conhecimento e não tomarmos como condição que o cidadão já detém esta informação, podemos implementar ações projetuais e formais que ampliem a qualidade de vida.
Cena de Persépolis
 Alguns estudos sobre arquitetura e comportamento estão devendo respostas com respeito ao usuário, mas a idéia de levar outras atividades para os espaços públicos, antes restritas aos ambientes fechados, mostra que novos paradigmas precisam ser estabelecidos para a arquitetura.

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Espisódio do Monty Python sobre arquitetura

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Blog Viçosa Cidade Aberta

Sugiro a todos que acesse permanentemente o blog Viçosa Cidade Aberta, que discute questões relativas a cidade de Viçosa e da profissão da arquitetura. Porque, além da forma, o exercício da nossa profissão e do aprendizado da arquitetura e do urbanismo, devemos pensar na inserção dessa forma na sociedade.

Não deixem de ler o artigo sobre o prédio que está sendo construído na rua dos estudantes que saiu essa semana.

http://www.vicosacidadeaberta.blogspot.com/

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Para pensar

Prestar atenção ao que vê: descrição
Observar o comportamento do que se vê: análise
Dar significado à obra de arte: interpretação
Decidir acerca do valor de um objeto de arte: julgamento.

Museum, foto de David LaChapelle

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O que é arte - a arte no vazio da crença

Podemos começar com o próprio tema que foi escolhido para este evento:
Aquém e Além das Letras? Novas abordagens (inter)semióticas.
Não seria este um exemplo que estamos colocando uma linguagem viciada pelo academicismo quando na realidade só estávamos interessados em saber quais as relações entre as várias artes
Que homem estamos alimentando esteticamente hoje?
Se observarmos ao nosso redor e o que está sendo feito e oferecido, sim, oferecido como um produto digerível, momentâneo e descartável espiritualmente, veremos que estamos destruindo não somente os outros homens, mas aquele que nos habita. Os últimos anos têm artistificado homens comuns, práticos, ordinários. Sua miséria é simbolizada mortalmente pela palavra criatividade, quando as pessoas assumem que este premio lhes é negado. Tudo precisa ser criativo: emprego, escola e nas recomendações de livros escritos sobre sucesso pessoal. Acaba se refletindo no próprio conceito de arte. As obras primas de cinco séculos os condenam a repetir ou repelir. Suas capacidades com pintura, ou sons,ou palavras, já não são úteis. São forçados, pelas circunstâncias, a fazer os seus trabalhos falarem acerca da arte, enquanto mantêm a pretensão de ser arte.


Bansky

Estes artistas talentosos, criadores em potencial poderiam, certamente, destruir fisicamente o passado artístico, se a polícia não estiver por perto, muito mais preocupada em pegar artistas do que criminoso
Vandalismo, vocês dizem, e estão certos. As pessoas comuns sentem a mesma necessidade em guiar espíritos e trabalharem tais objetos que estão aos seus alcance – telefones, máquinas, mobiliário urbano, algumas vezes pinturas ou esculturas de Miguel Angelo. Em todo lugar, as superfícies dos edifícios e veículos, são espaços para mostrar seu desprezo. Grafiti, manifestação elevada à condição de arte popular, tem um profundo desejo de espoliar a face de uma civilização que durou muito. Mesmo as crianças, após erguerem, cuidadosamente e amorosamente, seus edifícios de blocos, joga-os ao chão.

E isto tudo é destruição e esperança no sentido de que a destruição nos leva à crença de que rejuvenesceremos.

O ascensorista comenta sobre o tempo, tendo ao fundo uma música ambiente de Vivaldi. Muita coisa para se ver - jornais, cartazes, outdoors, livros, panfletos, fotografias, telas, ilustrações, diagramas, poemas e prosa. Tudo vem com propriedades artísticas indistinguíveis. É a pulverização e dispersão dos clássicos, seus ecos e imitações. Fora do contexto, todos mal colocados e mal entendidos.
Macbeth em 80 minutos, Tom Jones em filme, Leonardo da Vinci na TV, Rabelais condensado, Shakespeare no parque, programas humanísticos para o inverno, tudo-o-que-você-precisa-saber-sobre-arte-num-livro-de-bolso.


Bansky

Trabalhos completos e vívidos transformam-se em momentos desconectados. Qual a chance da arte nestes eventos descartáveis?
Claramente,, a criação de uma nova arte e cultura dependerão do surgimento de um novo homem.
Nietzshe, que primeiro trouxe a baila o assunto do novo homem, não cometeu este erro. Ele sabia que eventos inesperados teriam que ocorrer antes que novas convicções aparecessem. Está na hora, ou melhor, já passou da hora em que devemos refletir qual da contribuição da arte para o nascimento deste novo homem. A arte ainda tem muito o que nos ensinar, como no passado.

Bansky