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Lapis

O grafite, um mineral compacto, cinza-preto, é mesclado com uma argila. O primeiro é o pigmento e o segundo atua como aglutinante. Dependendo das proporções, o grafite torna-se mais macio ou mais duro.
O grau de dureza do grafite define-se por letras: “B “é para grafites mais moles ou “molhados”, ou seja, o traço é consistente, mais preto e mais expressivo, porém o seu uso requer cuidado, pois soltam pigmentos com mais facilidade por conterem menos aglutinantes.


Desenho de Lina Bo Bardi

Os grafites “H “ são duros e secos, ou seja, o traço é compacto, contido, mais cinza e por conterem mais argila, não soltam pigmentos facilmente.
Com esta pequena variedade pode-se produzir uma infinita gama de tonalidades. O artista escolhe aqueles que mais se ajustam ao seu modo de ver o desenho.
Como recomendação geral, os lápis 2H, HB e 2B ou 3B, atendem razoavelmente bem qualquer desenho.
Para apontar o lápis, prefira um estilete, que dá maior liberdade, enquanto que o apontador produz uma ponta excessivamente mecânica.
Desenho de Lina Bo Bardi

Uma lixa para afinar e refinar o grafite após o estilete, é bastante útil

Lápis especiais
1. Contè- de origem francesa, possui um grafite meio oleoso, fortemente preto e muito expressivo.
2. Hardmuth”Koh-i-noor”- austríaco, com opções de grafite azul e vermelho
3. Grafite maciço da espessura de um lápis.
O mercado lança cada dia mais outros materiais. Não seja tímido e nem deixe de ser curioso.

Desenho de Lina Bo Bardi

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Aquém e Além da Obra

O uso e abuso da arte

Texto de Joelma Santana e Elaine Cavalcante Gomes

Jacques Barzun, numa série de palestras que proferiu na National Gallery of Art em 1973 ( e publicadas pela Princeton University Press), teceu  observações sobre o uso e o abuso da arte. O texto abaixo foi elaborado considerando que o que ele disse está mais atual do que nunca.

Na esperança de qe vocês se sintam instados a, ao final desta seção, julgar o valor da arte para a vida, agora, hoje, é que estamos perante esta audiência, onde muitos fazem ou experienciam arte, seja música, dança, teatro ou poesia, mas é através das letras que podemos tentar construir, ou melhor, definir o que significa realmente este formidável segmento que chamamos de “arte”.

Nosso apego particular a certos de arte nos torna vagos e casuais quando nos referimos a arte de um modo geral. Da mesma maneira que nos referimos à ciência ou tecnologia, ou governo ou religião,não especificamos o tipo de religião, governo ou direção da ciência ou tecnologia. Não atribuímos valorou prejuízos quando discutimos os predicamentos sociais ou morais do mundo de hoje. No entanto, arte é uma grande instituição, com alta consciência dela mesma, como interesse. É uma instituição e uma instituição sem teoria. Os artistas, os consumidores, os críticos, os homens simples estão contentes em defenderem-se, cada um no seu setor, como partido ou como pessoa.

A premissa de que “cada um dever ser do seu próprio tempo”deixa-nos a pergunta: “Qual a essência do nosso tempo?”Revolução, reação, abandono, escape, indiferença?

Embora os artistas e produtores ainda deploram a “falta de apoio para as artes”, houve e há uma tolerância para a receptividade da arte e, ao mesmo tempo, é um desafiador anti-exemplo na história da nossa civilização. A nossa arte refuta, de várias maneiras, andar no mesmo caminho da antiga.

Ela precisa formar as mentes e emoções do homem. Pode ampliar ou trivializar a imaginação. Se pode fazer tanto, afeta o tecido social, assim como as vidas individuais para o bem e para o mal. Para isso, precisa-se determinar o que a sua atmosfera gera.

A influencia da arte, devemos lembrar, tem sido ampliada nos últimos duzentos anos pela atenção que damos às palavras impressas e faladas. A instituição (arte) como um todo, não tem teoria, mas uma grande quantidade de crenças cercadas pela produção e atuação da arte.

Enquanto alguns dizer que grandes nações devem fazer grande arte, os artistas procedem de maneira que nos não temos importância, a não se que sejamos artistas.

A arte não pode se divorciar da sua significância moral e social.

O poeta russo YEVTUSHENKO escreveu:

“.... arte genuína não pode ser anti-povo. Entretanto, a arte genuína deve, no meu ponto de vista, ser anti-burocrática, anti-gangster, anti-violência.”

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Atenção Calouros - Direitos e Deveres

SEUS DEVERES:
Foto de Eugênio Recuenco
1. Ser pontual.
2. Reconhecer se tem ou não formação básica para seguir a disciplina e procurar ajuda com o professor, quando necessário.
3. Manter estudos e materiais em dia.

Obsevação:
Esta é uma instituição pública e, por isso, deve limpar seu espaço de trabalho, deixando-o como o encontrou.
Foto de Eugênio Recuenco

Serão observadas em todas as atividades:
· Colaboração e entrosamento entre os estudantes.
· Iniciativa
· Criatividade
Foto de Eugênio Recuenco
DEVERES DA INSTITUIÇÃO
1. Manter as instalações físicas adequadas, limpas e em condições de uso para as aulas.
2. Equipamentos suficientes, boas condições de uso para uso nas realizações das atividades acadêmicas.
DEVERES DO PROFESSOR
1. Ser pontual e ter domínio do assunto a ser oferecido.
2. Apresentar importância, objetivos, conteúdo, metodologia e programa da disciplina.
3. Avaliação deve ser coerente, compatível e possibilitar reorientação sobre as dificuldades apresentadas pelo aluno.
4. Organizar a disciplina de modo que facilite a sua compreensão, estabelecendo link entre teoria e prática.

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O que é a arte?

Essa foi uma palestra proferida no DLA-UFV pela professora Elaine, baseada nos livros O uso e o aburo da arte de Jacques Barzun e MNEMOSYNE de Mário Praz.

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Arte foi religião, destruidora (revolucionária) e teve papel didático. Nos duzentos últimos anos, estamos vendo a arte em dois momentos que, para mim, se cruzam: no domínio da ciência no modo como tentamos explicar o universo e o que se produz num vazio de crenças, ou seja, o mundo e hoje. Nosso apego particular a certos aspectos da arte nos torna vagos e casuais quando nos referimos a ela de um modo geral. Da mesma maneira que nos referimos à ciência ou tecnologia, ou governo ou religião, não especificamos o tipo de religião, governo ou direção da ciência ou tecnologia.


Basquiat

Não atribuímos valor ou prejuízos quando discutimos os predicados sociais ou morais do mundo de hoje. No entanto, arte é uma grande instituição, com alta consciência dela mesma como interesse. É uma instituição e uma instituição sem teoria. Os artistas, os consumidores, os críticos, os homens simples estão contentes em defenderem-se, cada um no seu setor, como partido ou como pessoa.

A premissa de que “cada um dever ser do seu próprio tempo”deixa-nos a pergunta: Qual a essência do nosso tempo? Revolução, reação, abandono, escape, indiferença?


Basquiat

Embora os artistas e produtores ainda deplorem a “falta de apoio para as artes”, houve e há uma tolerância para a receptividade da arte e, ao mesmo tempo, é um desafiador anti-exemplo na história da nossa civilização, pois nossa arte refuta, de várias maneiras, a trilhar o mesmo caminho da arte antiga.
A arte precisa formar as mentes e emoções do homem. Pode ampliar ou trivializar a imaginação. Se pode fazer tanto, ela afeta o tecido social, assim como as vidas individuais, para o bem e para o mal. Para isso, precisa-se determinar o que a sua atmosfera gera.


Basquiat

A influencia da arte, devo lembrar, tem sido ampliada nos últimos anos pela atenção que damos às palavras impressas e faladas. A instituição (arte) como um todo, não tem teoria, mas uma grande quantidade de crenças cercadas pela produção e atuação da arte.
Enquanto alguns dizem que grandes nações devem fazer grande arte, os artistas procedem de maneira que, nós não temos importância, a não ser que sejamos artistas. Mas a arte não pode se divorciar da sua significância moral e social.

Basquiat

O poeta russo YEVTUSHENKO escreveu:
“.... arte genuína não pode ser anti-povo. Entretanto, a arte genuína deve, no meu ponto de vista, ser anti-burocrática, anti-gangster, anti-violência.”

Basquiat


Depois da arte ser considerada como educadora, transformadora, e outros papéis, onde havia uma coerência no papel desenvolvido junto à sociedade, presenciamos a arte assumir, ultimamente, dois momentos distintos: arte como ciência e a arte como produto de um momento de descrença, nela mesma e no novo homem.

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Continua essa semana. Acompanhe!

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Primeiros Desenhos

Os primeiros desenhos que se tem notícia são as reproduções encontradas nas cavernas no interior da França e que ilustram atividades dos homens primitivos. A história das civilizações mostra que essa vontade de registrar cenas, objetos e seres estabeleceu mais uma etapa na necessidade de linguagem na vida do homem. Técnicas e materiais são desenvolvidos a cada dia para a produção humana, seja graficamente uma mensagem, uma informação, descrição ou simplesmente prazer visual.

Mais sobre escrituras rupestres aqui.

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Artigo sobre desenho

A professora Elaine tem um artigo no DROPS, uma seção do portal Vitruvius - o mais importante e acessado periódico de arquitetura do Brasil, onde ela fala da importancia do desenho e do croqui.

Vale dar uma lida:

http://www.vitruvius.com.br/drops/drops24_01.asp

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Desenhos de Leonardo da Vinci

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